quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

História do reggae brasileiro


O reggae está presente no Brasil há muito tempo, mas se desenvolveu de forma diferenciada em cada região, situação que se reflete hoje na forma como ele é compreendido e aceito no país. Um estudo histórico rigoroso sobre como o ritmo jamaicano chegou a nossas praias e praticamente se incorporou à cultura brasileira ainda está para ser feito, mas podemos traçar alguns caminhos para entender como chegamos até aqui.
Talvez o nosso primeiro contato com o reggae tenha sido a apresentação de Jimmy Cliff em um dos Festivais Internacionais da Canção, que aconteceram no fim dos anos 60. Logo depois Caetano Veloso cantaria que desceu a Portobello Road, em Londres, ao som do reggae, o que foi estabelecido como a primeira menção à palavra "reggae" na música brasileira (e não o primeiro reggae composto aqui, como alguns chegam a escrever). Vale dizer que nesta época tal nome só era conhecido entre os jamaicanos e seus descendentes que moravam em Londres e outras cidades inglesas (e no Canadá, Estados Unidos etc). Experiências com o ritmo foram tentadas por Jards Macalé, Luís Melodia e outros, mas foi Gilberto Gil quem levou tal influência mais a sério, vendendo mais de 500 mil cópias do compacto de "Não chores mais", a versão de "No Woman no Cry", de Bob Marley.
Enquanto isso no Pará, Maranhão e na Bahia, o reggae também começava a conquistar corações e mentes da população, o que pode ser explicado pela semelhança dos ritmos locais com o da ilha caribenha, que afinal vieram da mesma raiz, a mãe Africa. Apresentado ao ritmo por um vendedor de discos paraense, o dono de radiola Riba Macedo começou a tocar o reggae entre os forrós e merengues que tocava em São Luís. Logo o som caiu nas graças dos maranhenses .No Rio, São Paulo e Belo Horizonte, alguns bailes reggae têm lugar na periferia. Júlio Barroso (aliás o disco que Riba Macedo levou primeiro para o Maranhão foi o "Reggae Frontline", que teve as notas escritas por este jornalista e vocalista da banda Gang 90,falecido em 84), no Rio e Otávio Rodrigues, em SP, começam a divulgar o ritmo no sul-maravilha. Os primeiros discos foram lançados por aqui. Chico Evangelista canta o "Reggae da Independência" e Raimundo Sodré fica famoso com o reggae "A Massa", cantado num festivaL no início dos anos 80. Bob Marley vem ao país e promete voltar com o Inner Circle para uma turnê em toda a América Latina. Peter Tosh se apresenta com grande sucesso no Festival de Jazz de São Paulo. O reggae parece que vai decolar de vez em nossas terras. Mas a tragédia acontece: Marley morre de câncer aos 36 anos, em 11 de maio de 1981. Para muitos é a morte do reggae.
Nem a vitoriosa turnê de Gil com Jimmy Cliff pelo país consegue convencer as gravadoras e os meios de comunicação do contrário. Sobre a turnê, uma revista de (des)informação publica um artigo dizendo algo como "agora que o reggae morreu ele chega ao Brasil". Os discos pararam de chegar como antes. Sorte dos donos de radiola no Maranhão, que começam a ganhar dinheiro trazendo discos de reggae de fora para tocar nos bailes, cada vez mais populares. É a cultura da "exclusividade" que até hoje vigora por lá.
Marginalizado, o reggae se recolheu ao underground, mas não ficou parado. As primeiras bandas e fã-clubes brasileiros começam a surgir. Marco Antônio Cardoso funda o Fã-Clube Bob Marley de São Paulo e Mariano Ramalho o do Rio. Em Belo Horizonte Mauro França inicia o Fã-clube Massive Reggae. Em Recife aparece o Grupo Karetas. Edson Gomes na Bahia, Luís Vagner, Jualê e os Walking Lions em São Paulo começam a sua trajetória. Muitos outros grupos aparecem a partir da segunda metade dos anos 80, em grande parte por causa do estouro dos Paralamas do Sucesso, que sempre tiveram uma grande influência do reggae em sua música (o baixista Bi Ribeiro tem uma das maiores coleções de discos de reggae do país). No Maranhão, surge a Tribo de Jah. Os programas de rádio também tiveram grande influência na divulgação do reggae. Vale citar o "Batmacumba", do Nelson Meirelles e os programas de Maurício Valladares, no Rio, "Reggae Raiz", dos sólidos Jai Mahal e China Kane (até hoje no ar, na Brasil 2000), "Disco Reggae" , de Otávio Rodrigues, de São Paulo, "Reggae Special", de Ray Company (também no ar até hoje, na Ouro Negro FM) em Salvador e muitos outros (como as dezenas de programas que existem há anos em São Luís, produzidos por radialistas como Fauzi Beydoun - líder da Tribo de Jah, Carlos Nina, Ademar Danilo, entre outros).
Otávio Rodrigues e China Kane e Jai Mahal..
Nos anos 90 os shows internacionais voltaram a acontecer no país, graças aos esforços de batalhadores como Geraldo Carvalho, de Curitiba, e outros que mostraram que o reggae ao vivo tem mercado no Brasil. Bandas como Cidade Negra e Skank levaram o ritmo a um novo público, fazendo sucesso em todo o país e iniciando carreira internacional. Tribo de Jah e Edson Gomes também levam um grande público a suas apresentações. O número de bandas se multiplicou e citar todas seria impossível, o mesmo acontecendo com as pessoas que batalharam e batalham pela divulgação do reggae (como Gilberto Gil, que sempre toca versões de Marley em seus shows e estava planejando lançar um Cd somente com os clássicos do rei do reggae,projeto depois materializado no disco Kaya N´Gandaya). Apesar da má-vontade das gravadoras e dos programadores de rádio, o ritmo de Jah possui um público cativo no Brasil que só tende a crescer, passando ao largo dos modismos que marcaram o mercado musical brasileiro nos últimos anos. Presente na maior parte do Brasil real e no virtual
o reggae ainda vai dar muito o que ouvir, ver, ler, cantar e falar.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

65 Anos da LENDA!!!


Pois é neh, a vida continua e sua musica fica cada vez mais em nossos corações, é facinante como elas nunca envelhecem ou como nunca perdem o seu valor, o mito pacifista que foi o Bob Marley, pra mim o maior cantor entre todos os generos, ele estaria completando 65 anos hoje, e como não podia deixar de postar, nossa pequena mas serena e sincera homengem, ao BOb ReI MarleY, vale lembrar cada musica do nosso rei, portanto não deixe de ouvir a musica dele hoje, amanhã e sempre, paz a todos e que viva sempre mas sempre em nossos e nos corações do mundom todo o reggae paz...

ViVa BoB!!!!!!!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Mulheres no Reggae


Não é de hoje que as mulheres lutam por seu espaço na sociedade, e independente do campo onde atuam conseguem um destaque todo especial, e claro que na música não seria diferente. Desde a época do Mento, Ska, Rocksteady até o Reggae que conhecemos hoje, a cena sempre foi praticamente toda preenchida por homens. Apesar dessa predominância masculina, a história da música jamaicana mostra que grande parte das mulheres que investiram numa carreira alcançou uma repercussão,

Izabella Rocha (Banda InNatura)

Muito antes das mulheres “estourarem” para o mundo, a voz feminina no reggae começou a se difundir de fato através da delicadeza dos backing vocais. Isso se deu principalmente através das I-Threes, trio vocal formado por Rita Marley, Marcia Griffiths e Judy Mowatt, e que acompanhava nada mais nada menos que o ícone Bob Marley. Rapidamente, o que se restringia aos "backs" das composições de Bob Marley & The Wailers se tornou voz principal de carreiras bem consistentes, estimulando outras mulheres a acreditarem que era possível. Este estímulo acabou causando o que chamamos de “explosão feminina” .



E nessa "sensível" invasão temos como principais representantes as belas e talentosas Anamaria Ribeiro e Vilma Helena Ribeiro do Namastê, Aline Duran, Soraia Drummond (que já gravou na Jamaica com grandes nomes), além de Molly Rose, que mesmo sendo americana é vocalista da banda brasileira Red Meditation. Então atenção mundo machista: deixe cair por terra os bobos preconceitos contra o "sexo-nada-frágil" e se rendam à sensibilidade e capacidade da mulher no trabalho, nos esportes, no reggae e na VIDA.



Confira abaixo uma seleção de nomes que também fazem parte dessa história :



* Filosofia Reggae
* Emergent’s
* Mulheres do Reggae
* Mahatma
* Izabella Rocha - Banda InNatura
* Carú - Banda Emboscada
* Renatha - Banda Reação Positiva
* Célia Sampaio
* Luciana Simões

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010


Bob Marley - Natural Mystic
(Vídeo com imagens do funeral de Bob)



O funeral de Bob Marley na Jamaica, no dia 23 de maio de 1981, pode ser comparado com um funeral de um rei. Depois das cerimônias públicas, o corpo de Marley foi levado para o local onde ele nasceu, onde agora descansa em um mausoléu. Bob Marley tinha 36 anos. Sua lenda ainda continua viva!!!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

The Wailers na Quarta Reggae (ES)


Isso ai pessoal, no proximo dia 03/02/10 no Ilha acustico, a eterna banda do nosso eterno idolo Bob Marley estará passando por aki, no Espirito Santo, mostrando um pouco do que revelou ao mundo, esperamos de braços aberto e que possa ter um reggae de prima e que seja suave para todos!

conheça um pouco da banda!

The Wailers é uma banda jamaicana de reggae criada em 1962 por Bob Marley, Peter Tosh, Bunny Wailer, Berverly Kelso, Cherry Smith e Junior Braithweire com o nome de Wailing Wailers. Começaram tocando ska e outros ritmos jamaicanos como rocksteady.

Historia

A partir de 1970, após a saída de três músicos da formação original, a banda passou a se chamar apenas Wailers (Lamentadores), agora já com a presença dos irmãos Aston "Familyman" e Carlton Barret, baixo e bateria respectivamente.

Em 1973 lançaram o disco Catch a Fire, já com o nome de Bob Marley & the Wailers, disco que fez imediato sucesso internacional[2]. Ainda em 1973, lançam o disco Burnin', com a banda se chamando apenas Wailers.

Em 1974, após imposições da gravadora Island, o nome mudou para Bob Marley & The Wailers. Tal fato provocou a saída de Peter Tosh, que não aceitou a imposição e desde então passou a seguir carreira solo. Bunny Wailer saiu para dedicar-se a sua fé.

Após a morte do líder Bob Marley, a banda perde o baterista Carlton Barrett, assassinado pela esposa e seu amante. Hoje a banda esta em diversas turnês pelo mundo, e é uma referência para o reggae, mas briga judicialmente com a família de Bob Marley pelos direitos autorais das músicas.

Bom é só regueira de fé, um bom rock a todos, se der eu posto fotos da Quarta Reggae!
abraço a todos!

domingo, 24 de janeiro de 2010

A DIETA RASTAFARI


A dieta Rastafari é outra parte super explorada por aqueles que não conhecem verdadeiramente a Cultura Rasta. O Rasta tem uma crença muito interessante sobre seres mortos. Os Rastas não gostam de estar na presença de animais mortos. Este sentimento é transferido para a dieta Rasta.
O Rasta acredita que é erado comer animais que morreram porque você estaria transformando seu corpo em um cemitério.
Isso não significa que ele não vá comer
laticínios. A maioria dos Rastafari não tem problema em consumir leite e derivados porque isso não vem de animais mortos. Mesmo não comendo carne de animais, muitos Rastas comem peixe. Porém nunca comem ostra e outros animais de concha. Isto também vem da leitura da Bíblia. Alguns Rastas poderão ser tão radicais ao ponto de não comer frutas que tenham sido alteradas de sua forma original. Isso significa que eles não comerão frutas que tenham sido descascadas, cortadas amaçadas ou espremidas. Um grande numero de Rastafaris não ingerem comida processada.

DIALETO RASTAFARI


O dialeto Rasta reflete diretam ente a sua crença de muitas maneiras. “Se você realmente quiser conhecer um Rastafari, ouça o que ele diz”(Hicholas pg.37). O Rasta leva muito a sério o que fala. O Rasta sempre esta tentando fazer sua conversa parecer poderosa e grandiosa.
O que o Rasta fala reflete literalmente o que ele pensa. Sua colocação usa sempre a tradução literal da palavra, da mesma forma que acreditam na tradução literal das escrituras bíblicas. A conversa do Rastafari reflete seu protesto contra a opressão, assim como protesto contra a instituição. Quando a palavra do Rastafari é analizada, mostra quanto o Rasta pensa positivamente.
A retórica do Rastafari muda a lingua Inglesa de maneira que ajude a se fazer um senso literal da palavra, assim como para protestar contra o que o Rasta acredita ser injusto. O Rasta as vezes trocar os sentidos das palavras negativas para um significado positivo.
A troca da palavra “understand”(entender) para “overstand” é um bom exemplo. O prefixo “under” (inferior, sob, etc..) é negatico, enquanto “over” (sobre, demais, superior, etc...) é de sentido positivo. Um Rasta poderia dizer: “Eu e eu, não preciso só entender (understand), mais que tudo preciso compreender (overstand). Observe que o termo “overstand” não existe na lingua inglesa. Um Rasta jamais usaria termos negativos. Ele vai sempre trocar por um termo positivo. Isso é de grande reflexão sobre como o Rasta vê e pensa sobre as coisas de maneira positivOutro interessante aspecto da linguagem Rastafari é o conceito de Eu e Eu. A palavra “Eu” esta em toda parte do vocabulário Rasta. Isto é um nome da religião Rastafari. Isto é uma reverência a Jah (contração fonética da palavra Jeová), pois o Rastafari acredita em um Deus uno, onde Deus e o homem são a mesma coisa, um Deus interno, que existe dentro de cada um de nós. O Rasta diz “I and I” (eu e eu), evidentemente que o primeiro eu é o próprio Jah. O Rasta não aceita a idéia de um Deus externo, que esteja nas alturas, no céu ou seja lá o que. O “I” (eu) é usada també para substituir palavras fortes. Ela é substituta da palavra “you” (você), porque o “you” não faz parte do vocabulário Rasta.
O Rastafai acredita que no princípio só existia a palavra “eu” então veio o Demônio e criou a palavra “você”.